Pede-se vigilância das praias antes da época balnear
- 24 Maio 2010
Concessionários e Liga dos Bombeiros querem que o Estado desenvolva mecanismos para que as praias e espaços fluviais passem a ser vigiados nas semanas que antecedem a chegada da época balnear, garantindo maior segurança e prevenindo fatalidades como as que aconteceram este fim-de-semana, durante o qual morreram seis pessoas vítimas de afogamento.
A posição defendida pelos presidentes da Federação de Concessionários das Praias, Luís Carvalho, e da Liga dos Bombeiros, Duarte Caldeira, é sustentada na sua viabilidade porque, dizem, há efectivos que podem ser contratados para essas funções e são capazes de assegurar essas tarefas. Para os responsáveis daquelas entidades, esta é uma sugestão que o Governo deve seguir e a única forma de afastar infortúnios que podem ser evitados.
O pedido de mais e antecipada vigilância nas praias e zonas fluviais, surge no rescaldo de um fim-de-semana negro para os banhistas, depois da morte de mais seis pessoas em espaços balneares. As vítimas foram duas crianças, uma de 11 (Praia dos Pescadores, Albufeira) e outra de 12 anos (Odivelas), dois jovens de 17 (Praia do Tarquínio, Costa da Caparica) e 20 anos (Póvoa do Varzim), e dois homens de 34 anos (Praia dos Pescadores, Albufeira) e 56 anos (Praia Fluvial de Porto Rei, concelho de Resende).
Desde a passada sexta-feira e até ontem, registaram-se ainda dois feridos graves na sequência de acidentes balneares, um jovem de 15, na Póvoa do Varzim, e uma rapariga salva pela pronta assistência do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e INEM, na praia do Castelo do Queijo, no Porto.
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