Portugueses têm mais de 2,5 milhões de armas
- 20 Maio 2010
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Uma investigação recente do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES) revela que um em cada quatro portugueses tem uma arma em casa. Os dados são relativos a um estudo que avalia a relação entre a violência e as armas ligeiras, e se traçam os números de vítimas e custos que o uso de armas de fogo tem para o país.
De acordo com aquele estudo independente, haverá mais de 2,5 milhões de armas em Portugal, das quais mais de metade se encontram em “situação ilegal”. Terão sido estas que foram usadas nas ocorrências que provocaram mais de oito milhões de euros em prejuízos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2008.
Segundo os dados apurados por aquela investigação, houve quase 700 vítimas mortais causadas por armas de fogo, e mais de duas mil terão recebido assistência médica na sequência da utilização destas, embora seja reconhecido, pelos autores do estudo, que o número de vítimas “poderá ser mais elevado”, uma vez que este foi apurado “por baixo”. Esta hipótese é hoje suportada pelo Diário Económico, que recorre a dados do Ministério da Justiça, onde se dá conta que os crimes cometidos com armas de fogo mais do que triplicaram nos últimos cinco anos.
Relativamente ao mercado negro português para este tipo de objectos, a investigação do CES conclui que o volume de negócio é “gigantesco”, dado que cerca de 46 por cento das armas existentes em território nacional são ilegais, apesar de ser “curioso” o facto de que as armas vendidas ilicitamente não diferem muito dos modelos comercializados conforme a lei.
Os dados, revelados hoje por aquele órgão da Universidade de Coimbra, revelam ainda que a média nacional de armas por habitante é bem mais elevada do que aquela que a Amnistia Internacional (AI) estabelece como padrão (uma por cada 10 cidadãos). Nestas estatísticas, só alguns países nórdicos têm maior rácio de armas por habitante do que Portugal.
ção recente do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES) revela que um em cada quatro portugueses tem uma arma em casa. Os dados são relativos a um estudo que avalia a relação entre a violência e as armas ligeiras, e se traçam os números de vítimas e custos que o uso de armas de fogo tem para o país.
De acordo com aquele estudo independente, haverá mais de 2,5 milhões de armas em Portugal, das quais mais de metade se encontram em “situação ilegal”. Terão sido estas que foram usadas nas ocorrências que provocaram mais de oito milhões de euros em prejuízos, no período compreendido entre 2003 e 2008.
Segundo os dados apurados por aquela investigação, quase 700 pessoas morreram por “ataques” de armas de fogo e mais de duas mil terão recebido assistência médica na sequência da utilização destas, embora seja reconhecido, pelos autores do estudo, que o número de vítimas “poderá ser mais elevado”, pois foi apurado “por baixo”. Esta hipótese é hoje suportada pelo Diário Económico, que recorre a dados do Ministério da Justiça, onde se dá conta que os crimes cometidos com armas de fogo mais do que triplicaram nos últimos cinco anos.
Relativamente ao mercado negro português para este tipo de objectos, a investigação do CES conclui que o volume de negócio é “gigantesco”, dado que cerca de 46 por cento das armas existentes em território nacional são ilegais, apesar de ser “curioso” o facto de que as armas vendidas ilicitamente não diferem muito dos modelos comercializados conforme a lei.
Os dados, revelados hoje por aquele órgão da UC, revelam ainda que a média nacional de armas por habitante é bem mais elevada do que aquela que a Amnistia Internacional (AI) estabelece como padrão (uma por cada 10 cidadãos). Nestas estatísticas, só mesmo alguns países nórdicos têm maior rácio de armas por habitante do que Portugal.
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