“Onda” de greves continua com a Galp
- 4 Maio 2010
Os trabalhadores da refinaria de Matosinhos vão manter a paralisação durante mais quatro dias. A continuidade da greve, a concretizar entre os dias 18 e 21 deste mês, foi aprovada pela maioria dos funcionários da empresa portuguesa, que não abandonam os protestos perante a não cedência da administração da Galp a algumas condições.
A greve dos empregados da multinacional lusa já dura há algum tempo de forma intermitente, ainda que tenha sido seguida apenas por alguns trabalhadores. No entanto, a decisão de hoje, tomada em unanimidade, parece antever uma adesão quase total dos operários da Galp. Na base do protesto sindicalista estão os pedidos de aumento de salários e a cedência de uma percentagem dos lucros do ano anterior aos funcionários da petrolífera nacional.
A possibilidade de uma nova greve já era colocada pelos trabalhadores da Galp, na altura em que estes realizaram a última greve, que decorreu durante alguns dias do passado mês de Abril. Essa hipótese é agora confirmada, e com ela vem um aviso da Comissão dos Trabalhadores, «alguns postos de abastecimento vão ficar sem combustível», afirma Hugo Basto, porta-voz dos operários.
Nos últimos meses, têm sido constantes as paralisações organizadas em diversos sectores. Depois dos pilotos da aviação civil, camionistas, taxistas e funcionários da CP, foram os activos dos CTT a exigirem serem ouvidos. Seguiram-se os funcionários da Assembleia da República, naquela que foi a primeira greve na história deste órgão político nacional. Agora são os trabalhadores da Galp, que reclamam o direito a actualizações salariais e compensações adicionais.
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