Manifestação violenta em Moçambique provoca 10 mortos
- 1 Setembro 2010
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Pelo menos 10 mortos e mais de 50 feridos graves é o último balanço dos confrontos entre a polícia moçambicana e milhares de cidadãos que marcaram presença nas ruas de Maputo, que foram hoje palco para o centro da contestação contra a subida vertiginosa dos preços de géneros alimentícios básicos como o arroz e o pão.
Os manifestantes exigem a mão do Estado para evitar os acréscimos acentuados e não estão satisfeitos com a inactividade do Governo até ao momento. Esta falta actividade dos líderes estatais é o motivo invocado para justificar manifestação violenta que lançou o caos na maior cidade de Moçambique, onde ardem centenas de pneus e carros, enquanto os ladrões de ocasião aproveitam para roubar estabelecimentos comerciais.
Em resposta ao pedido dos moçambicanos, o Executivo no Poder classifica as acções desta tarde como «actos de vandalismo» perpetrados por «aventureiros e bandidos malfeitores», afirmou à televisão pública do país, o ministro do Interior, José Pacheco. O governante considera «errado» o caminho seguido para a defesa dos interesses em questão e condena a iniciativa dos responsáveis pela manifestação que decorreu na capital daquela nação.
A subida descontrolada dos preços de bens essenciais tem um efeito devastador nas regiões periféricas de Maputo e nas localidades mais pobres do país, que se estima corresponderem a mais de 70 por cento de todo o território moçambicano. Diversas organizações não-governamentais já tinham alertado para a eventualidade de vir a ocorrer a presente situação, mas até à data o Governo daquela nação continua sem tomar quaisquer medidas para prevenir o agravamento daquela, que deverá agudizar-se nos próximos meses.
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