Dissidente político cubano em risco de vida
- 4 Julho 2010
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O resistente que tem marcado o seu ponto de vista contra a orientação do Governo de Raúl Castro para com os presos políticos, Guillermo Fariñas, poderá vir a morrer a qualquer momento devido a um coágulo sanguíneo que lhe foi recentemente detectado no pescoço.
Esta é a terceira complicação que o dissidente cubano enfrenta no espaço de um mês, depois da infecção generalizada e consequências da greve de fome e sede que iniciou há mais de 120 dias. A informação foi hoje confirmada pelo médico que tem acompanhado Fariñas, Armando Caballero, que desde cedo vinha prevenindo, tal como outros especialistas, para os problemas que têm vindo a surgir desde o princípio daquela sua acção.
O clínico do Hospital Arnaldo Milian de Santa Clara, no centro daquele país insular americano, afirmou que o estado do paciente é frágil e poderá levá-lo à morte caso a situação não se inverta nas próximas horas de forma natural, já que está fora de questão uma intervenção cirúrgica, que poderia ser fatal neste momento.
De acordo com as declarações do médico de Fariñas, o coágulo sanguíneo está alojado na veia jugular esquerda e «pode vir a movimentar-se a qualquer momento do coração para os pulmões, podendo levar a uma embolia pulmonar» e consequente morte do cubano.
Guillermo Fariñas, psicólogo e jornalista de 48 anos, está em greve de fome desde Fevereiro deste ano. A sua atitude foi iniciada poucos dias após a morte de outro dissidente político, Orlando Zapata. O cubano exige ao Governo unilateral repressivo de Raúl Castro que sejam libertados os 26 prisioneiros políticos encarcerados injustamente segundo aquele.
Até ao momento, o executivo ditatorial já libertou Darsi Ferrer e transferiu outros 12 detidos para estabelecimentos prisionais mais próximos das suas casas. Esta atitude foi o resultado das incessantes negociações entre o Poder Central e a Igreja Católica cubana, cujo diálogo se tem mantido ao longo das últimas semanas.
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