Austríacos denunciam casos de violência da Igreja em massa
- 2 Abril 2010
Os casos de alegados abusos sexuais de pessoas ligadas à Igreja levaram as autoridades da Áustria a criarem uma linha telefónica especial dedicada a receber as denúncias de vítimas destes crimes no país. Duas semanas depois de aberto este serviço, já foram registadas 174 denúncias variadas.
Segundo a Plataforma de Vítimas da Violência da Igreja (PVVI), que gere aquela linha telefónica, os relatos foram efectuados por 150 pessoas. Destes casos, 34 por cento dizem respeito a abusos sexuais, sendo 43 relativos a violência física e 23 por cento concernentes a violência moral. Os autores são maioritariamente homens (74%), que abusam essencialmente de jovens do sexo masculino (68%).
Dos casos denunciados, a grande maioria teve lugar entre 1960 e 1970, havendo ainda uma parte substancial de relatos dos últimos anos. Quanto às razões para os telefonemas, as vítimas dizem que apenas pretendem desabafar e serem ouvidas, não exigindo indemnizações, mas sim um pedido de perdão por parte dos perpetradores destes crimes.
A quantidade de alegadas vítimas de abusos causados por figuras da Igreja já levou a PVVI a avançar que está a ser considerada a possibilidade de apresentação de uma queixa colectiva contra a hierarquia católica. Em resposta, o cardeal arcebispo da capital do país assumiu que a Igreja tem «responsabilidade» nestes caos, tendo divulgado que foi criado um grupo de apoio às vítimas, que deverá levar a cabo um inquérito independente sobre os acontecimentos.
Os casos denunciados ao longo das últimas semana na Áustria surgem no seguimento dos que já haviam sido tornados públicos na Irlanda, Brasil, Alemanha, EUA e, mais recentemente (a 29 de Março), no Porto. A Igreja Católica já assumiu uma posição face a estas acusações, tendo anunciado que está a investigar alguns dos casos relatados. No entanto, na semana passada, em resposta à notícia do New York Times que dava conta do alegado conhecimento que o Papa Bento XVI teria do caso do padre alemão, o Vaticano acusou os meios de comunicação de estarem a procurar responsabilizar a Igreja Católica pelos casos de pedofilia, naquilo que consideram um ataque «ignóbil» ao sumo pontífice.
exuais de pessoas ligadas à Igreja levaram as autoridades da Áustria a criarem uma linha telefónica especial dedicada a receber as denúncias de vítimas destes crimes no país. Duas semanas depois de aberto este serviço, já foram registadas 174 denúncias variadas.
Segundo a Plataforma de Vítimas da Violência da Igreja (PVVI), que gere aquela linha telefónica, os relatos foram efectuados por 150 pessoas. Destes casos, 34 por cento dizem respeito a agressões sexuais, sendo 43 relativos a violência física e 23 por cento concernentes a violência moral. Os autores são maioritariamente homens (74%), que abusam essencialmente de jovens do sexo masculino (68%).
Dos casos denunciados, a grande maioria teve lugar entre 1960 e 1970, havendo ainda uma parte substancial de relatos dos últimos anos. Quanto às razões para os telefonemas, as vítimas dizem que apenas pretendem desabafar e serem ouvidas, não exigindo indemnizações, mas sim um pedido de perdão por parte dos perpetradores destes crimes.
A quantidade de alegadas vítimas de abusos causados por figuras da Igreja já levou a PVVI a avançar que está a ser considerada a possibilidade de apresentação de uma queixa colectiva contra a hierarquia católica. Em resposta, o cardeal arcebispo da capital do país assumiu que a Igreja tem «responsabilidade» nestes caos, tendo divulgado que foi criado um grupo de apoio às vítimas, que deverá levar a cabo um inquérito independente sobre os acontecimentos.
Os casos denunciados ao longo das últimas semana na Áustria surgem no seguimento dos que já haviam sido tornados públicos na Irlanda, Brasil, Alemanha, EUA e, mais recentemente (a 29 de Março), no Porto. A Igreja Católica já assumiu uma posição face a estas acusações, tendo anunciado que está a investigar alguns dos casos relatados. No entanto, na semana passada, em resposta à notícia do New York Times que dava conta do alegado conhecimento que o Papa bento XVI teria do caso do padre alemão, o Vaticano acusou os meios de comunicação de estarem a procurar responsabilizar a Igreja Católica pelos casos de pedofilia, naquilo que consideram um ataque «ignóbil» ao sumo pont
Para ler a noticia completa clique aqui.

