Calamidade sísmica no Haiti

Calamidade sísmica no Haiti

Centenas de pessoas poderão estar soterradas nos escombros da capital haitiana depois do violento sismo de ontem em Porto Príncipe. A protecção civil local não avança com o número definitivo de vítimas, mas vai anunciando que várias centenas estarão desaparecidas e milhares de pessoas ficaram desalojadas.
O abalo que durou cerca de um minuto, alcançou 7.0 na escala de Richter, o equivalente à designação de Grande de uma medição cuja amplitude máxima é 10. Os efeitos do sismo que atingiu a principal cidade do Haiti prolongou-se por três horas, com uma dezena de réplicas, capazes de destruir estruturas que se tivessem mantido de pé após o primeiro tremor de terra, que terá afectado mais de três milhões de pessoas.
O tremor que se fez sentir em Porto Príncipe, ontem à tarde, pelas 4h53, hora local, 21h53 em Lisboa, desencadeou uma enorme operação de socorro. Neste momento são vários os países que já enviaram recursos para o auxílio às vítimas e diversas organizações humanitárias estão a reunir contingentes de voluntários para serem destacados para o local, numa altura em que a Cruz Vermelha já disponibilizou milhares de euros para um fundo de ajuda.
O recurso a todo o auxílio internacional foi reconhecido pelo governo haitiano, que confirma a falta de capacidade para responder a uma calamidade como a de ontem. O embaixador daquele país nos EUA, Raymond Alcide Joseph, classificou mesmo a situação de «catástrofe de proporções gigantescas».
O terramoto, com epicentro localizado a 15 quilómetros da capital haitiana, destruiu estradas, pontes e derrubou edifícios no seu enorme raio de acção. Depois do abalo, Porto Príncipe perdeu as telecomunicações e energia eléctrica, enquanto as pessoas se iam começando a reunir, desorientadas, debaixo da densa poeira que pairava no ar da capital.
O tremor de terra agudizou a já complica situação do empobrecido país das Caraíbas. A nação é a mais pobre do hemisfério ocidental, com mais de 80 por cento dos três milhões de habitantes a viverem abaixo do limiar da pobreza, com menos de 1,40 euros por dia, povoando os imensos bairros de lata que proliferam na capital Haitiana, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas. O sismo de ontem afectou fez-se ainda sentir nas zonas costeiras da República Dominicana e o leste de Cuba.


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6 Comentários a “Calamidade sísmica no Haiti”

  • rita em 14 Janeiro, 2010, 10:18

    Uma verdadeira tragédia para este pobre povo.

  • hugo alves em 15 Janeiro, 2010, 1:01

    Um dos paises mais pobres do mundoe ainda acontece isto,tive a ver as imagens dos que resta no haiti e sao bastantes chocantes,acho que quem tem muitas posses financeiras devia de contribuir nem que fosse com pouco,porque e um povo que necessita meesmo :|

  • Paulo Guimarães em 15 Janeiro, 2010, 1:09

    o Haiti já é um pais pobre agora com esta tragédia vai para pior, e acho muito bem que os países mais ricos ajudem o Haiti, espero que Portugal ajude

  • mariana em 15 Janeiro, 2010, 14:52

    Se houvesse lá muito petróleo imagino que a ajuda fosse maior. Enfim!! melhor pouca que nenhuma. Boa sorte para o Haiti

  • 301071 em 15 Janeiro, 2010, 15:31

    Já não tinham que cheque ainda mais esta tragédia! Pobre povo

  • 100774 em 15 Janeiro, 2010, 16:36

    Sina cruel a deste pobre povo e o pior ainda está para vir.

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