Indicadores nacionais da educação abaixo da média europeia

Indicadores nacionais da educação abaixo da média europeia

Os objectivos para a formação e educação estabelecidos para Portugal mantêm-se abaixo do nível europeu. A frequência nacional do ensino pré-escolar atinge 86.7 por cento, mais 7.8 que no ano passado, ainda assim, menor do que os 90.7 por cento da Europa a 27. Os dados foram hoje divulgados num relatório da Comissão Europeia que estima uma subida comunitária de 5 por cento até 2020.
A matemática e o português são as disciplinas com menores taxas de sucesso. No caso das contas, o mau desempenho é de 30.7 por cento, valores que descem na língua de Camões, com 24.9 por cento dos alunos com dificuldades. Estes números não andam longe da média europeia, situada actualmente em 24 e 24.1 por cento, respectivamente. Para 2020, o objectivo é descer aos 15 por cento.
Mais preocupante são as taxas de abandono escolar, bastante maiores do que média europeia de 14.9 por cento. Em Portugal, 35.4 por cento dos jovens entre os 18 e 24 anos desistem da escola ou formação profissional, o que representa uma redução em comparação com os 43.2 por cento de 2000, mas ainda longe do objectivo de alcançar os 10 por cento, meta que se mantém para o próximo ano. Igual panorama é verificado na conclusão do ensino secundário, escalão com 54.3 por cento de sucesso, ao passo que a média comunitário é de 78.5 por cento. Para 2010 a UE estima que sejam alcançados os 85 por cento, enquanto que Portugal deverá manter um aumento de sucesso na conclusão deste ciclo educativo, à semelhança do aumento de 11.1 por cento em relação a 2000.
Pela positiva, Portugal obteve um óptimo desempenho no aumento de licenciaturas em matemática, ciência e tecnologia, com um crescimento de 164 por cento em relação aos valores de há nove anos, muito acima da subida de 33.6 por cento dos 27 estados-membros. Porém, as taxas de conclusão do ensino superior de 21.6, mais 10.3 do que em 2000, continuam inferiores aos 31.1 por cento da UE que estabeleceu os 40 por cento para o próximo ano.
A aposta nacional na educação tem-se reflectido no investimento efectuado, 5.25 por cento, 0.2 por cento a mais que a média comunitária. Inferior continua a ser a chamada formação contínua, com 5.3 por cento de adultos a procurarem qualificação ao longo da vida, valores abaixo dos 9.5 da UE, que pretende ver essa taxa aumentada para os 15 por cento no próximo ano.
As metas oficializadas na Estratégia de Lisboa, adoptada em 2000 têm por objectivo tornar a Europa num espaço de maior “conhecimento, mais competitiva e dinâmica no mundo”, um continente apostado no “crescimento económico sustentável, acompanhado de uma melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social”.

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1 Comentário a “Indicadores nacionais da educação abaixo da média europeia”

  • mariana em 17 Dezembro, 2009, 9:45

    Com a crise quem é a familia que consegue suportar por vezes 2 ou 3 filhos a estudar ao mesmo tempo? lógico que há desistencias

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