Portugueses apostam fortemente nas poupanças
- 19 Agosto 2010
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O último Boletim Estatístico do Banco de Portugal (BdP) revela que os depósitos das famílias portuguesas alcançaram um novo máximo histórico. Segundo os dados avançados pela entidade bancária nacional, os agregados lusos depositaram mais de 118 mil milhões de euros, a maior quantia desde Outubro de 1989, o primeiro ano de registos deste índice pelo BdP.
A importância poupada pelos portugueses em Junho ultrapassou os 117.248 milhões de euros arrecadados em Maio, com um total de economias estanque nos 118.402 milhões de euros. A soma é avançada pelo BdP como muito positiva, embora a instituição alerte para a contínua subida de indicadores negativos no que ao crédito diz respeito.
Na mesma linha dos planos de aforro mantém-se o crédito malparado, com uma escalada constante, tendo aumentado quatro milhões entre Maio e Junho, com o crédito de cobrança duvidosa a representar 48.5 por cento da verba absoluta do malparado. Quanto ao montante total dos empréstimos a particulares, este atingiu os 140.365 milhões de euros, quase 500 milhões de euros a mais do que em Maio, um dos mais acentuados acréscimos desde o início do ano.
De entre o malparado verificou-se uma quebra de perto de um milhão de euros no segmento do crédito à habitação (total de 1.149 milhões de euros), tendo-se igualmente registado uma descida de seis milhões de euros nos abonos destinados a fins diversos (total de 903 milhões de euros).
Em termos particulares, o crédito à habitação foi o único que registou uma subida, com mais 547 milhões de euros do que em Maio passado, num globalidade de 112.313 milhões de euros. Já o mesmo financiamento para o consumo desceu sete milhões, enquanto o crédito para outras finalidades caiu 57 milhões de euros.
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