Construção civil lança 140 mil no desemprego
- 2 Agosto 2010
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Nos últimos oito anos, o sector nacional da construção perdeu mais de 31 por cento da mão-de-obra de que dispunha. Em números absolutos, a redução de força laboral traduziu-se numa diminuição de perto de 140 mil trabalhadores em menos de uma década.
O presente cenário da área da construção civil foi hoje realçado pela Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Pública (FEPICOP) na apresentação do seu inquérito semestral. No mesmo estudo, este organismo conclui que as dívidas dos municípios às empresas do sector já ultrapassa os 830 milhões de euros, valor que acompanha os elevados que têm vindo a ser registados nos últimos anos a esta parte.
Segundo os dados divulgados pela FELICOP, as entidades camarárias ultrapassam o limite de dois meses permitidos pela Lei para liquidar os montantes em dívida, pagando em média após sete meses de concluído o prazo máximo para regularizar os seus negócios. Este anúncio demonstra que houve um acréscimo de 14 dias relativamente ao estudo realizado em Outono do ano passado.
Nos casos de incumprimento incluem-se a grande maioria das Câmaras Municipais, sendo que apenas 33 demoram menos de três meses a saldar as suas dívidas, uma descida de 12 em relação ao ano passado. Contrariamente a esta situação, 35.8 por cento liquidam os valores após mais de seis meses e cinco por cento delas excedem os 12 meses. No lote dos piores municípios estão Alijó, Aveiro, Melgaço, Faro, Tabuaço e Vila Nova de Gaia, as líderes deste ranking desfavorável.
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