Desemprego atinge novo máximo histórico

Desemprego atinge novo máximo histórico

Os sinais positivos da economia portuguesa continuam a não ser suficientes para abrandar o ritmo alarmante a que os cidadãos lusos ficam sem posto de trabalho. Após ter sido atingida a mais elevada taxa de desemprego de sempre em Portugal (Abril: 10.8 por cento), este indicador estatístico manteve as más notícias no que àquela diz respeito, tendo-se registado, em Maio passado, uma subida de 0.1 por cento, o pior valor absoluto desde que há registo do mesmo, cuja anotação regular começou em 1953.

Os números hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) dão conta de uma descida dos valores no conjunto dos países desta união de nações, onde aqueles passaram de 9.7 pontos percentuais, em Abril, para 8.6 por cento, em Maio, o que significa uma diminuição dos desempregados, que são agora 45.9 milhões de pessoas, quando há três meses atrás havia cerca de 46.5 milhões de europeus sem posto laboral.

De acordo com as percentagens anunciadas pela OCDE, Portugal continua com a quarta mais elevada taxa de desemprego, apenas superada pela Irlanda (13.3 por cento), República Checa (14.8 por cento) e Espanha (19.9 por cento). Estes valores contrastam com os apresentados pelos países com os mais reduzidos indicadores apresentados pela Coreia do Sul (3.2 por cento), Áustria (4 por cento) e Holanda (4.3 por cento).

Na espaço da União Europeia e Zona Euro mantêm-se nos 9.6 e 10 por cento, respectivamente, não tendo havido alterações desde o último relatório publicado pela OCDE. Segundo este organismo, as perspectivas futuras não são muito mais animadoras, podendo verificar-se uma ligeira variação, embora não se antevejam melhorias significativas.

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