Fusão da Panasonic e Sanyo com vista à Sony
- 11 Dezembro 2009
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A multinacional japonesa de electrónica Sanyo, sediada em Tóquio, investiu 3,11 mil milhões de euros na aquisição de 50,2 por cento da também japonesa Panasonic, grupo empresarial de Osaka. A compra criou uma das maiores empresas da ramo no mundo, passando a rivalizar fortemente com a sua concorrente mais directa do mercado, a Sony. O novo volume de negócio do conglomerado recém-formado passa a superar os da Sony, numa aposta que a Panasonic/Sanyo pretendem ver traduzida em lucros financeiros a condizer a médio prazo.
O controlo das acções adquiridas partiu da iniciativa de três grandes investidores, a Goldman Sachs (EUA), Daiwa Securities e o Sumitomo Mitsui Banking (ambos japoneses). A propriedade de mais de metade de títulos terá como principal intuito a exploração das unidades de baterias recarregáveis e painéis solares, em estado mais avançado na Panasonic do que na Sanyo. A produção destes sectores do grupo de Osaka agora aliada ao potencial comercial e de marca da empresa de Tóquio é “um esforço no sentido de reforçar a estrutura financeira e industrial do grupo” afirmou à imprensa local o presidente da Panasonic, Fumio Ohtsubo. “É essa a prioridade desta aquisição”, rematou.
A vontade na venda que hoje se concretizou já tinha sido anunciada pelo grupo de Osaka em Dezembro de 2008, mas entraves de ambas as partes impediam a concretização da compra. Em Novembro deste ano a Panasonic divulgou oficialmente a sua Oferta Pública de Aquisição (OPA), depois de negociados os 70 por cento de acções com os grupos financeiros detentores dos mesmos.
Desde o momento em que a empresa de Tóquio mostrou interesse na compra de títulos da Panasonic que o preço das mesmas tem subido rapidamente, o que simultaneamente dificultou o negócio, com os detentores das acções a não cederem a propriedade a valores reduzidos em relação aos preços de mercado.
A junção da Panasonic, antigo grupo de Matsushita, com a Sanyo de Seiichiro Sano e Toshio Ue, cunhado do fundador da empresa de Osaka, poderá resultar num novo impulso às finanças de ambas as multinacionais, agora fundidas num todo que pretende investir em produtos “amigos do ambiente”, higiene, saúde e entretenimento multimédia, sectores em que a Sanyo tem vindo a apostar fortemente no último ano. O novo conglomerado espera agora reverter a redução de vendas e lucros registadas no último ano devido à alta do iene e recessão económica globais.
A multinacional japonesa de electrónica Sanyo, sediada em Tóquio, investiu 3,11 mil milhões de euros na aquisição de 50,2 por cento da também japonesa Panasonic, grupo empresarial de Osaka. A compra criou uma das maiores empresas da ramo no mundo, passando a rivalizar fortemente com a sua concorrente mais directa do mercado, a Sony. O novo volume de negócio do conglomerado recém-formado passa a superar os da Sony, numa aposta que a Panasonic/Sanyo pretendem ver traduzida em lucros financeiros a condizer a médio prazo.
O controlo das acções adquiridas partiu da iniciativa de três grandes investidores, a Goldman Sachs (EUA), Daiwa Securities e o Sumitomo Mitsui Banking (ambos japoneses). A propriedade de mais de metade de títulos terá como principal intuito a exploração das unidades de baterias recarregáveis e painéis solares, em estado mais avançado na Panasonic do que na Sanyo. A produção destes sectores do grupo de Osaka agora aliada ao potencial comercial e de marca da empresa de Tóquio é “um esforço no sentido de reforçar a estrutura financeira e industrial do grupo” afirmou à imprensa local o presidente da Panasonic, Fumio Ohtsubo. “É essa a prioridade desta aquisição”, rematou.
A vontade na venda que hoje se concretizou já tinha sido anunciada pelo grupo de Osaka em Dezembro de 2008, mas entraves de ambas as partes impediam a concretização da compra. Em Novembro deste ano a Panasonic divulgou oficialmente a sua Oferta Pública de Aquisição (OPA), depois de negociados os 70 por cento de acções com os grupos financeiros detentores dos mesmos.
Desde o momento em que a empresa de Tóquio mostrou interesse na compra de títulos da Panasonic que o preço das mesmas tem subido rapidamente, o que simultaneamente dificultou o negócio, com os detentores das acções a não cederem a propriedade a valores reduzidos em relação aos preços de mercado.
A junção da Panasonic, antigo grupo de Matsushita, com a Sanyo de Seiichiro Sano e Toshio Ue, cunhado do fundador da empresa de Osaka, poderá resultar num novo impulso às finanças de ambas as multinacionais, agora fundidas num todo que pretende investir em produtos “amigos do ambiente”, higiene, saúde e entretenimento multimédia, sectores em que a Sanyo tem vindo a apostar fortemente no último ano. O novo conglomerado espera agora reverter a redução de vendas e lucros registadas no último ano devido à alta do iene e recessão económica globais.
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