Jornalistas assaltados na África do Sul
- 9 Junho 2010
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Confirmaram-se esta madrugada as ameaças de insegurança que tem vindo a ser feitas por alguns membros de grupos radicais sul-africanos, que já haviam anunciado que não seria pacífica a estadia das selecções nacionais de futebol naquele território africano.
A concretização das advertências dos radicalistas aconteceu ao início da madrugada de hoje, quando três jornalistas foram assaltados nas casas onde estão alojados, tendo uma das vítimas sido o repórter fotográfico do jornal O Jogo, António Simões, o único que viu os ladrões, já que os restantes profissionais se encontravam a dormir.
Segundo o enviado especial daquele diário desportivo nacional, os “amigos do alheio” entraram no quarto sem terem arrombado a porta, que António Simões afirma ter trancado, o que o leva a pensar que terão usado cópias das chaves ou mesmo chaves mestras. Como relata aquele jornalista, «não havia sinais de arrombamento» que permitissem dizer que tinha sido forçada a entrada.
O fotógrafo português conta que viu dois indivíduos negros que de imediato lhe apontaram uma arma à cabeça e o mandaram estar calado, enquanto remexiam no equipamento. Cerca de dois minutos depois, «que pareceram horas» para o repórter luso, os ladrões deixaram o local com alguns pertences, não sem antes vendarem o jornalista, momentos antes de saírem da casa.
Ao que tudo indica, este será o primeiro acto de violência perpetrado contra os profissionais que se encontram na África do Sul e fazem parte das comitivas que vão acompanhar o Mundial, que antes mesmo de começar já dá sinais de que a estadia naquele país poderá não ser tão pacífica como o presidente sul-africano garantiu há meses atrás.
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