Filme de Manoel de Oliveira é quinto melhor do ano
- 30 Dezembro 2009
A última película do cineasta português Manoel de Oliveira, “Singularidades de uma Rapariga Loura”, foi considerada pela revista francesa Cahiers do Cinema como o quinto melhor filme de 2009.
Com a adaptação da obra de Eça de Queirós, o realizador luso deixou para trás nomes como Ford Coppola ou Kiyoshi Kurosawa, confirmando o reconhecimento da sua visão singular pelo mundo cinematográfico. A longa-metragem do “eterno” cineasta seguiu de perto a concorrência, liderada por “Ervas Daninhas” (Alain Resnais), “Vencer” (Marco Bellocchio), “Sacanas Sem Lei” (Quentin Tarantino) e “Gran Turino” (Clint Eastwood).
A última incursão de Manoel de Oliveira no grande ecrã acompanha o desenrolar da paixão que Macário (Ricardo Trêpa) tem por Luísa Vilaça (Catarina Wallenstein), uma rapariga loura com quem deseja casar de imediato, apesar de pouco a conhecer. A sua vontade leva-o a ser despedido e expulso de casa pelo tio, com quem trabalhava e vivia. As adversidades não lhe amputam o desejo do seu amor, pelo qual nunca desiste e a razão pela qual se instalou em Cabo Verde à procura da riqueza, que acabou por alcançar. De volta a Portugal e já com a aprovação de Francisco para desposar Luísa, procura-a, mas desconhece as “singularidades” desta.
“Singularidades de Uma Rapariga Loura” teve ante-estreia na edição deste ano do Indie Lisboa e no último Festival Internacional de Cinema de Berlim. O realizador de 101 anos vê assim reconhecida, mais uma vez, a sua capacidade de transpor para o grande ecrã histórias cativantes, de um ponto de vista quase pictórico, em mais um ponto alto da sua longa carreira que já conta com mais de quatro dezenas de prémios e cerca de 20 nomeações por todo o mundo.
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Impressionante| com 101 anos
Muito bem, com 101 anos ainda dá que falar